Partido Socialista de Vila Viçosa

terça-feira, junho 27, 2006

PARA QUANDO UMA REDE DE CASAS MORTUÁRIAS ...

À morte


Morte, minha Senhora Dona Morte,
Tão bom que deve ser o teu abraço!
Lânguido e doce como um doce laço
E, como uma raiz, sereno e forte.
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Não há mal que não sare ou não conforte
Tua mão que nos guia passo a passo,
Em ti, dentro de ti, no teu regaço
Não há triste destino nem má sorte.
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Dona Morte, dos dedos de veludo,
Fecha-me os olhos que já viram tudo!
Prende-me às asas que voaram tanto!
.
Vim da Moirama, sou filha de rei,
Má fada me encantou e aqui fique
À tua espera... quebra-me o encanto!

Florbela Espanca

Convencido que estou da forma de encarar algo natural, mas de grande tristeza e angustia, ao sentir na minha mente a poesia de Florbela Espanca.
"Fecha - me os olhos que já viram tudo!”. É neste ritual de analogias que é necessário compreender a dor e o desgosto dos familiares e amigos daqueles que abandonam o mundos dos vivos.
Tem sido um abandono sistemático das condições mínimas adequadas para a realização dos rituais associados ao velório e funeral.
Nesse sentido, torna-se necessário que o município decida criar um plano de construção e adaptação de casas mortuárias que permitam às famílias a realização daqueles rituais em condições condignas e junto, não só dos familiares, mas de todos quantos privaram ao longo da vida com aqueles que desaparecem da vida entre nós.
Com estas iniciativas, é possível, apesar da dor e do desgosto, proporcionar, se assim se pode chamar, o melhor conforto possível aos familiares e amigos que se vão despedir dos que abandonam o mundo dos vivos.
É impreterível que o Concelho de Vila Viçosa, seja dotado com importante equipamento para que a população possa, em dignidade, prestar as últimas homenagens aos seus familiares e amigos.

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